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O QUE CREMOS E O QUE FAZEMOS

I - A AUTORIDADE

1. Cristo como Senhor

A fonte suprema da autoridade cristã é O SENHOR JESUS CRISTO. Sua soberania emana de eterna divindade e poder - como o unigênito Filho do Deus Supremo, de sua morte vicária e ressurreição vitoriosa.

2. As Escrituras

A Bíblia fala com autoridade porque é a Palavra de Deus. É a suprema regra de fé e prática. Ela é testemunha inspirada e dos atos maravilhosos de Deus através da revelação de si mesmo e da redenção. Ela é centralizada na vida, nos ensinamentos e na obra redentora de Jesus Cristo.

3. O Espírito Santo

O Espírito Santo, TERCEIRA PESSOA DA TRINDADE é presença ativa de Deus no mundo e, particularmente, na experiência humana. É Deus revelando sua pessoa e vontade ao homem. O Espírito, portanto, é a voz da autoridade divina. É o Espírito de Cristo, e Sua autoridade é a vontade de Cristo. Ele convence os homens do pecado, da justiça e do juízo, tornando assim efetiva a salvação individual, através da obra salvadora de Cristo. Ele habita no coração do crente, como advogado perante Deus e intérprete para o homem.

 

 

 

II - O INDIVÍDUO

1 . Seu Valor.

A Bíblia revela que cada ser humano é criado à imagem de Deus; é único, precioso e insubstituível. Criado ser racional, cada pessoa é moralmente responsável perante Deus e o próximo. O homem, como indivíduo, é distinto de todas as outras pessoas. A Bíblia revela que Jesus Cristo morreu por todos os homens. O fato de ser o homem criado à imagem de Deus, e de Jesus Cristo ter morrido para salvá-lo, é a fonte da dignidade e do valor humano. Cada indivíduo merece respeito e consideração como uma pessoa de valor e dignidade.

 

2. Sua Responsabilidade Pessoal.

O indivíduo, porque criado à imagem de Deus, torna-se responsável por suas decisões morais e religiosas. Ele é competente, sob a orientação do Espírito Santo, para formular a própria resposta à chamada divina ao evangelho de Cristo, para a comunhão com Deus, para crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor. Cada pessoa é  responsável perante Deus pelas próprias decisões nas questões morais e religiosas.

 

3. Sua Liberdade.

Os batistas consideram como inalienável a liberdade de consciência, a plena liberdade de religião de todas as pessoas. O homem é livre para aceitar ou rejeitar a religião; escolher ou mudar sua crença; propagar e ensinar a verdade como a entenda, sempre respeitando os direitos e convicções alheias. Cada pessoa é livre perante Deus, em todas as questões de consciência, e tem o direito de abraçar ou rejeitar a religião, bem como de testemunhar de sua fé religiosa, respeitando os direitos dos outros.

 

 

 

III - A VIDA CRISTÃ

 

1. A Salvação pela Graça.

A graça é a provisão misericordiosa de Deus para a condição do homem perdido. O homem, no seu estado natural, é egoísta e orgulhoso; ele está na escravidão de Satanás e espiritualmente morto em transgressões e pecados. Devido à sua natureza pecaminosa, o homem não pode salvar-se a si mesmo. Mas Deus tem uma atitude benevolente em relação a todos, apesar da corrupção moral e da rebelião. A salvação não é o resultado dos méritos humanos, antes emana de propósito e iniciativa divinos. Não vem através de mediação sacramental, nem de treinamento moral, mas como resultado da misericórdia, graça e poder divinos. A salvação do pecado é a dádiva de Deus através de Jesus Cristo, condicionada, apenas, pelo arrependimento em relação a Deus, pela fé em Jesus Cristo, e pela entrega incondicional a ele como Senhor. A salvação é dádiva de Deus através de Jesus Cristo, condicionada, apenas, pela fé em Cristo e rendição à soberania divina.

 

2. As Exigências do Discipulado.

O aprendizado cristão inicia-se com a entrega a Cristo, como Senhor. Desenvolve-se à proporção que a pessoa tem comunhão com Cristo e obedece aos seus mandamentos. O discípulo aprende a verdade em Cristo, somente por obedecê-Ia. Essa obediência exige a entrega das ambições e dos propósitos pessoais ao Pai. A obediência levou Cristo à cruz e exige de cada discípulo que tome a própria cruz e o siga.

 

3. O Sacerdócio do Crente.

Cada homem pode ir diretamente a Deus em busca de perdão, através do arrependimento e da fé. Ele não necessita para isso de nenhum outro indivíduo, nem mesmo da igreja. Há um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo. Depois de tornar-se crente, a pessoa tem acesso direto a Deus, através de Jesus Cristo. Ela entra no sacerdócio real que lhe outorga o privilégio de servir à humanidade em nome de Cristo. Deverá partilhar com os homens a fé que professa e servi-los em nome e no espírito de Cristo.

4. O Cristão e seu Lar.

O lar foi constituído por Deus como unidade básica da sociedade. A formação de lares verdadeiramente cristãos deve merecer o interesse particular de todos. Devem ser constituídos da união de dois seres cristãos, UM HOMEM E UMA MULHER dotados de maturidade emocional, espiritual e física, unidos por um amor profundo. O casal deve partilhar ideais e ambições semelhantes e ser dedicado à criação dos filhos na instrução e disciplina divinas. Isso exige o estudo regular da Bíblia e a prática do culto doméstico. Nesses lares o espírito cristão está presente em todas as relações familiares.

 

5. O Cristão Como Cidadão.

O cristão é cidadão de dois mundos - o reino de Deus e o estado político - e deve obedecer à lei de sua pátria terrena, tanto quanto à lei suprema. No caso de ser necessária uma escolha, o cristão deve obedecer a Deus antes que ao homem. Deve mostrar respeito para com aqueles que interpretam a lei e a põem em vigor, e participar ativamente na vida de sua comunidade, procurando conciliar a vida social, econômica e política com o espírito e os princípios cristãos. O cristão deve orar pelas autoridades e incentivar outros cristãos a aceitarem a responsabilidade cívica, como um serviço a Deus e à humanidade.

 

 

 

IV - A IGREJA

 

1. Sua Natureza.

No Novo Testamento o termo igreja é usado para designar o povo de Deus em sua totalidade, a Igreja Universal, ou só uma assembleia, como Igreja local. A igreja é uma comunidade fraterna das pessoas redimidas por Cristo Jesus, divinamente chamadas, divinamente criadas, e feitas urna só debaixo do governo soberano de Deus.

 

2. Sua Composição.

A igreja, como uma entidade, é um corpo de crentes regenerados e batizados que se associam num, conceito de fé e fraternidade no evangelho. Propriamente, a pessoa qualifica-se para ser membro de igreja por ser nascida de Deus e aceitar voluntariamente o batismo. Ser membro de uma igreja local, para tais pessoas, é um privilégio santo é um dever sagrado. O simples fato de arrolar-se como membro de uma igreja não torna a pessoa membro do corpo de Cristo.

 

3. Suas Ordenanças.

O batismo e a ceia do Senhor são as duas ordenanças da igreja. O seu cumprimento envolve fé, exame de consciência, discernimento, confissão, gratidão, comunhão e culto. O batismo e a ceia do Senhor, as duas ordenanças da igreja, são simbolismo da redenção em Cristo Jesus. Sua observância envolve realidades espirituais na experiência pessoal e cristã.

 

4. Seu Governo.

O princípio governante para uma igreja local é a soberania de Jesus Cristo. A autonomia da igreja tem como fundamento o fato de Cristo ser a cabeça da congregação. A igreja, portanto, não pode sujeitar-se à autoridade de qualquer outra entidade civil ou religiosa.

 

5. Sua Relação Para com o Estado.

Tanto a igreja como o estado são ordenados por Deus e responsáveis perante Ele. Cada um é distinto; cada um tem o seu propósito divino; nenhum deve transgredir os direitos do outro. Devem permanecer separados, mas igualmente manter a devida relação entre si e para com Deus. Cabe ao estado o exercício da autoridade civil, a manutenção da ordem e a promoção do bem-estar público. A igreja é uma comunhão voluntária de cristãos, unidos sob o domínio de Cristo para o culto e serviço em Seu nome. 

6. Sua Relação Para com o Mundo.

Jesus Cristo veio ao mundo, mas não era do mundo. Ele orou não para que seu povo fosse tirado do mundo, mas que fosse liberto do mal. Sua igreja, portanto, tem a responsabilidade de permanecer no mundo, sem ser do mundo. A igreja e o cristão, individualmente. têm a obrigação de opor-se ao mal e trabalhar para a eliminação de tudo que corrompa e degrade a vida humana. A igreja deve tomar posição definida em relação à justiça e trabalhar fervorosamente pelo respeito mútuo, a fraternidade, a retidão, a paz, em todas as relações entre os homens, raças e nações. A Igreja trabalha no cumprimento final do propósito divino no mundo.

  

V - NOSSA TAREFA CONTÍNUA

 

1. A Centralidade do Indivíduo.

Os batistas, historicamente, têm exaltado o valor do indivíduo, dando-lhe um lugar central no trabalho das igrejas e da denominação. Essa distinção, entretanto, está em perigo nestes dias de automatismo e pressões para o conformismo ao mundo ao seu relativismo e à sua filosofia.  Alertados para esses perigos, dentro das próprias fileiras, tanto quanto no mundo, os batistas devem preservar a integridade do indivíduo.

 

2. Culto.

O culto a Deus, pessoal ou coletivo, é a expressão mais elevada da fé e devoção cristã. É supremo tanto em privilégio' quanto em dever. O culto deve ser coerente com a natureza de Deus, na sua santidade: uma experiência, portanto, de adoração e confissão de pecados que se expressa com temor e humildade. O culto não é mera forma e ritual, mas uma experiência com o Deus vivo, através da leitura e meditação da Palavra de Deus e da entrega pessoal.

 

3. O Ministério Cristão.

A igreja e todos os seus membros estão no mundo, a fim de servir. Em certo sentido, cada filho de Deus é chamado como cristão. Os que são chamados pelo Senhor para o ministério cristão devem reconhecer que o fim da chamada é servir. São, no sentido especial, servos de Cristo e seus ministros nas igrejas e junto ao povo.

 

4. Evangelismo.

O evangelismo é a proclamação de Deus como justo juiz sobre o pecado de toda a Terra, e das boas novas da graça divina em Jesus Cristo. É a resposta dos cristãos às pessoas na incidência do pecado, é a ordem de Cristo aos seus seguidores, a fim de que sejam suas testemunhas frente a todos os homens. O evangelismo declara que o evangelho, e unicamente o evangelho, é o poder de Deus para a salvação. A obra de evangelismo é básica na missão da igreja e no ministério de cada cristão. O evangelismo é a proclamação do juízo e da graça de Deus em Jesus Cristo e a chamada para aceitá-lo como Salvador e segui-lo como Senhor.

 

5. Missões.

Missões é a extensão do propósito redentor de Deus através do evangelismo urbano, nacional e mundial, da educação e do serviço cristão além das fronteiras da igreja local. As massas Perdidas do mundo constituem um desafio comovedor para as igrejas cristãs. Uma vez que os batistas acreditam na liberdade e competência de cada um para as próprias decisões nas questões religiosas, temos a responsabilidade perante Deus de assegurar a cada indivíduo o conhecimento e a oportunidade de fazer a decisão certa. Estamos sob a determinação divina, no sentido de proclamar o evangelho a toda criatura.

 

PG's

HOMENS HOMENS.
JOVENS JOVENS .



ADORAÇÃO | COMUNHÃO | DIVERSÃO

"Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Eclesiastes 4:10